Nada de novo do Front Ocidental
junho 21, 2007
Eu nunca pensei que alguém se queixaria disto, mas a sensação de que nada de novo acontecerá é maçante. Sabe quando você tem a certeza de que qualquer mudança não alterará nada? É isso que sinto neste momento. Não vejo nenhuma perspectiva de algo novo.Sei lá, parece que nossos pais tinham tanta coisa pra pensar… nem que fosse a paranóia nuclear, achar que a qualquer momento tudo iria pelos ares. Uma sensação de que algo mudaria, entende? Hoje não há nada disso. Vamos pulando de um final de semana para outro, ignorando o máximo possível os dias úteis e é só. Não temos muito o quê gostar a não ser sair para nos divertirmos, beber, ver coisas inusitadas… mas na segunda-feira tudo é igual, é trampo, faculdade e casa. Alguma válvula de escape ou outra (e nisso eu sou pródigo) mas fica por aí. Nosso tempo é devorado por algo alheio a nós.Com tantos robôs e tecnologias, fico pensando por que ninguém tem a idéia de abolir o trabalho. Para podermos dispor de nosso tempo. Outras pessoas dispõem do nosso tempo. Nós, apenas as sobras. Então por que não colocamos a porcaria da tecnologia pra fazer algo de útil, ao invés de bombas mutilantes e tal. Eu não iria achar nada ruim de trocar e trabalhar dois dias na semana e descansar cinco. É muito mais lógico, afinal de contas o tempo é meu. Aí poderíamos criar à vontade, dedicar-se à música ou à escrita, e tudo o que os robôs produzissem seriam de usufruto público. Os dois dias de trabalho seriam usados para o controle da produção e gestão da municipalidade. Parece razoável não? Cinco dias de skate e dois dias de trabalho. Isso sim é lema revolucionário. Eu sei que é chavão, mas o trabalho é um saco.